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Minas Gerais,23/03/2026

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Eficiência operacional ganha protagonismo em setores industriais de alta complexidade

Empresas que revisam processos, logística e gestão de fornecedores conseguem enfrentar melhor cenários econômicos voláteis

Notícias Brasil Agora
Eficiência operacional ganha protagonismo em setores industriais de alta complexidade Reprodução

Em um ambiente de maior pressão sobre custos, demanda mais seletiva e necessidade crescente de previsibilidade operacional, a eficiência voltou ao centro das decisões industriais no Brasil em 2025. Dados divulgados pelo IBGE mostram que, em novembro de 2025, a produção industrial nacional ficou estável na comparação com outubro, mas recuou 1,2% frente a novembro de 2024, com média móvel trimestral negativa de 0,1%, sinalizando perda de ritmo em parte relevante da atividade produtiva. 

Esse cenário ajudou a consolidar uma percepção cada vez mais presente entre executivos e operadores do setor: em segmentos de maior complexidade, sobreviver bem a ciclos econômicos mais voláteis exige mais do que força comercial. Exige processos revisados, logística coordenada, relacionamento sólido com fornecedores e capacidade de resposta rápida diante de oscilações de mercado. A própria Confederação Nacional da Indústria apontou, na avaliação do desempenho de 2025, que juros elevados, demanda insuficiente e aumento das importações ajudaram a limitar o crescimento industrial no país. 

Na prática, esse ambiente tornou ainda mais valiosa a atuação de profissionais capazes de transformar operação em vantagem competitiva. É nesse contexto que ganha relevância a experiência de Leonardo Hiroyuki Hamada Nery, empresário brasileiro com trajetória consolidada nos setores de distribuição automotiva, industrial e tecnológica. A experiência acumulada por Leonardo ao longo de quase duas décadas no mercado ajuda a explicar esse posicionamento.

Ao comentar o momento vivido pela indústria brasileira, Leonardo afirma que a volatilidade econômica expõe, com mais clareza, empresas que ainda operam com falhas de integração entre compras, estoque, distribuição e atendimento ao cliente. Segundo ele, quando essas áreas não funcionam em sincronia, a companhia perde margem, aumenta retrabalho e passa a reagir tardiamente aos problemas, especialmente em setores em que o abastecimento e o tempo de resposta são decisivos.

Essa leitura encontra respaldo no próprio debate industrial de 2025. A CNI vinha destacando, ao longo do período, que a desaceleração da atividade e o ambiente de custos mais sensível ampliavam a necessidade de gestão mais eficiente de recursos e processos. Em outras palavras, empresas com operação mais disciplinada tenderam a enfrentar melhor um ano em que o crescimento da indústria perdeu força na comparação com 2024.

Entrevista — Leonardo Hiroyuki Hamada Nery

Pergunta: Por que a eficiência operacional ganhou tanto peso em 2025?

Leonardo: Porque em um cenário mais volátil, qualquer falha pequena começa a custar caro. Quando a empresa perde tempo, compra mal, entrega fora do prazo ou não acompanha sua operação de perto, isso aparece rapidamente na margem, na confiança do cliente e na capacidade de competir.

Pergunta: Onde as empresas mais erram hoje?

Leonardo: Muitas ainda trabalham com setores desconectados. O comercial promete uma coisa, o estoque não acompanha, a compra reage tarde e o cliente sente o impacto. Em mercados mais complexos, isso não é detalhe, é perda real de competitividade.

Pergunta: O que diferencia uma operação madura de uma operação vulnerável?

Leonardo: Disciplina. Uma operação madura conhece seus processos, acompanha os fornecedores, sabe onde estão seus gargalos e não espera o problema explodir para agir. Ela constrói previsibilidade.

Pergunta: Qual é o papel do fornecedor dentro dessa lógica?

Leonardo: Fundamental. Fornecedor confiável não é só quem vende, é quem ajuda a sustentar a operação do cliente. Quando existe relacionamento sério, agilidade e entendimento da necessidade real, o nível de eficiência sobe para os dois lados.

Pergunta: Que conselho você daria para empresas industriais que querem melhorar em 2026?

Leonardo: Revisar processos com honestidade, aproximar liderança da operação e tratar logística e suprimentos como parte da estratégia, não como área de apoio. Quem fizer isso com consistência vai responder melhor ao mercado.

A conclusão que emerge desse cenário é objetiva: em setores industriais de alta complexidade, a eficiência operacional se consolidou como um dos principais diferenciais para preservar competitividade, sustentar margens e reduzir vulnerabilidades.




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