Mercado de eventos cresce no Brasil e eleva exigência por profissionais com padrão internacional
Com retomada econômica e aumento de grandes produções, setor demanda liderança técnica especializada e modelos operacionais escaláveis
Reprodução O mercado de eventos encerra 2025 em um ambiente de crescimento, profissionalização e pressão crescente por excelência operacional. Dados da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos indicaram, já no início do ano, projeção de consumo de R$ 141,1 bilhões no setor em 2025, com estimativa de 186,8 mil empregos formais no core business e 103,1 mil empresas atuando no segmento. A leitura do mercado, ao longo do ano, foi de continuidade da expansão e de fortalecimento de uma cadeia cada vez mais dependente de gestão técnica, planejamento de risco e capacidade de execução em escala.

Fotos do Scharles.
O movimento não ficou restrito ao entretenimento. No campo dos eventos de negócios, a UBRAFE informou que 2024 foi o melhor ano dos últimos 10 anos para feiras e eventos B2B em São Paulo, com 8 milhões de participantes únicos e impacto econômico de R$ 12 bilhões na cidade, consolidando uma tendência de valorização dos encontros presenciais e de sua relevância econômica. Em 2025, esse avanço continuou a repercutir sobre toda a cadeia de produção, incluindo fornecedores, operadores audiovisuais, diretores técnicos, produtores e especialistas em experiência ao vivo.
A força desse cenário também dialoga com o desempenho mais amplo da economia de serviços e do turismo. Em dezembro de 2025, o IBGE informou que o volume de serviços no país havia crescido 2,8% no acumulado do ano até outubro. Já o Ministério do Turismo destacou, no fechamento de 2025, a realização de grandes eventos no país como fator de aquecimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no turismo de eventos e negócios.

Fotos do Scharles.
Com mais demanda, aumentou também o nível de cobrança. Se antes bastava entregar estrutura e operação básicas, agora contratantes corporativos e sociais buscam profissionais capazes de comandar operações complexas com previsibilidade, sofisticação e resposta rápida a qualquer desvio. É nesse ponto que o debate sobre “padrão internacional” deixa de ser apenas uma expressão de marketing e passa a significar método, redundância técnica, integração entre equipes, domínio de tempo de execução e liderança sob pressão.
Para o empresário Scharles Eduardo Siewert, esse novo momento do setor exige uma mudança de mentalidade. Segundo ele, o mercado cresceu, mas a régua também subiu. “Hoje não se contrata apenas equipamento ou atração. Contrata-se confiança operacional. O cliente quer saber se a experiência vai acontecer com fluidez, sem falhas, sem improviso e com nível de entrega compatível com o investimento que está sendo feito”, afirma.
Entrevista com Scharles Eduardo Siewert
A maior mudança do mercado de eventos nos últimos anos foi qual?
“A principal mudança foi a maturidade do contratante. Ele entende mais o peso da operação e passou a exigir previsibilidade, personalização e excelência. Isso elevou o nível do setor inteiro.”
O que define um profissional com padrão internacional nesse segmento?
“Defino como alguém capaz de entregar com consistência em ambientes de alta pressão. Isso inclui planejamento técnico, liderança de equipe, gestão de risco, domínio da experiência do público e capacidade de decisão rápida.”
O Brasil já tem profissionais nesse nível?
“Sim, sem dúvida. O Brasil tem talentos e empresas muito fortes. O ponto é que, com o crescimento do mercado, a exigência por organização, método e escalabilidade ficou ainda maior. O espaço continua aberto para quem realmente domina essas competências.”
Qual é o erro mais comum em grandes produções?
“Subestimar a complexidade invisível. Muita gente olha para palco bonito e esquece que o evento é uma operação integrada. Quando a base não está sólida, qualquer detalhe pode virar um problema grande.”
O que o mercado deve valorizar mais a partir de agora?
“Liderança técnica de verdade. Equipamento é importante, mas o diferencial está em quem sabe desenhar a operação, comandar pessoas, prevenir falhas e proteger a experiência como um todo.”

Fotos do Scharles.
Em um ambiente cada vez mais competitivo, o diferencial está menos no discurso e mais na capacidade comprovada de entregar excelência sob pressão. É justamente nesse ponto que profissionais como Scharles Eduardo Siewert ganham relevância, por reunirem experiência, liderança operacional e visão técnica compatíveis com um mercado que quer crescer sem admitir falhas.



COMENTÁRIOS