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Minas Gerais,05/05/2026

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BIM se consolida como ferramenta essencial para reduzir retrabalho e atrasos na construção civil

Modelagem inteligente e integração multidisciplinar elevam previsibilidade e controle financeiro em projetos complexos

Notícias Brasil Agora
BIM se consolida como ferramenta essencial para reduzir retrabalho e atrasos na construção civil Reprodução

A transformação digital da construção civil brasileira ganhou novo fôlego, e a consolidação do BIM, Building Information Modeling, passou a ocupar posição central nas discussões sobre produtividade, industrialização e qualidade técnica. Ao longo do ano, governo federal, entidades setoriais e lideranças da indústria reforçaram que a modelagem da informação deixou de ser uma tecnologia periférica para se tornar um dos principais vetores de modernização do setor. A Nova Estratégia BIM BR, instituída pelo Decreto nº 11.888, foi mantida como instrumento de transformação da indústria da construção, enquanto o Projeto Construa Brasil seguiu com a proposta de melhorar o ambiente de negócios e estimular a modernização das empresas. 

Nos meses anteriores, esse movimento já aparecia de forma bastante clara no discurso institucional. O comitê gestor da Nova Estratégia BIM BR definiu ações prioritárias para consolidar o uso da metodologia em todo o país, com foco em regulamentação, obras públicas e inovação. No mesmo período, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção destacou os avanços da agenda de industrialização, normalização técnica, inovação e conformidade como parte do esforço para elevar o desempenho da construção nacional. 

O debate não é apenas tecnológico. Ele está ligado à redução de desperdícios, à melhoria do planejamento e ao controle mais rigoroso de custos e prazos. Em outra frente da política industrial, o programa Brasil Mais Produtivo informou, em novembro de 2025, que empresas industriais atendidas na modalidade de Manufatura Enxuta registraram aumento médio de 28% na produtividade, dado que reforça como metodologias estruturadas, integração de processos e gestão orientada por informação vêm se tornando decisivas para a competitividade brasileira. Embora o programa não seja exclusivo da construção civil, o número ajuda a ilustrar o ambiente econômico em que o BIM passou a ser visto como ferramenta estratégica de eficiência. 

É nesse contexto que a atuação de Vanessa Lessa Fraga dos Santos se mostra especialmente alinhada ao momento do setor. Sua experiência profissional inclui projetos industriais, comerciais e urbanísticos, com domínio prático da metodologia em empreendimentos de maior complexidade. 

Aforça do BIM está justamente em antecipar problemas que, em modelos tradicionais, costumam aparecer apenas durante a obra. “Quando o projeto é desenvolvido com inteligência de informação e coordenação entre disciplinas, muitas incompatibilidades deixam de ser descobertas no canteiro e passam a ser resolvidas ainda na fase de projeto. Isso muda completamente o nível de previsibilidade da obra, melhora o controle financeiro e reduz perdas desnecessárias”, afirma.

“O BIM não é só um modelo tridimensional mais bonito. Ele organiza dados, conecta decisões, melhora a compatibilização e oferece uma leitura mais segura do empreendimento. Em projetos complexos, isso representa menos improviso, menos retrabalho e mais capacidade de cumprir prazos com qualidade”, explica.

Entrevista com a Vanessa Lessa

Pergunta: Por que o BIM passou a ser tão relevante na construção civil brasileira?

Vanessa: Porque o setor passou a perceber que atraso, retrabalho e incompatibilidade entre projetos custam caro demais. O BIM ajuda a organizar melhor a informação, integrar as disciplinas e dar mais previsibilidade ao processo como um todo.

Pergunta: Onde a diferença prática aparece com mais força?

Vanessa: Na compatibilização e na tomada de decisão antecipada. Quando a equipe consegue enxergar conflitos antes da execução, evita correções em obra, desperdício de material, revisão de cronograma e desgaste entre os profissionais envolvidos.

Pergunta: O BIM beneficia apenas grandes empresas?

Vanessa: Não. Projetos complexos evidenciam mais rapidamente o ganho, mas empreendimentos menores também se beneficiam muito. Quanto mais cedo houver organização das informações, melhor tende a ser o resultado em prazo, custo e qualidade.

Pergunta: Qual é o erro mais comum na adoção da metodologia?

Vanessa: Tratar o BIM apenas como software. O valor real está no processo, na coordenação, na estruturação dos dados e no alinhamento entre os agentes do projeto.

Nesse cenário, o BIM se consolida não apenas como tendência, mas como resposta concreta a um problema histórico do setor. A trajetória de Vanessa Lessa Fraga dos Santos mostra como essa mudança já vinha sendo construída na prática por profissionais que associam domínio técnico, coordenação multidisciplinar e visão estratégica de projeto.





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